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Usina de Mauá pode causar danos irreversíveis à fauna do Tibagi

Detalhes

Cerca de 20 espécies de peixes poderão desaparecer com o início da operação da usina hidrelétrica de Mauá da Serra (90 km de Londrina).

Com investimento de R$ 1,2 bilhão, a hidrelétrica deve entrar em atividade este ano. Segundo o governo do Estado, ela adicionará ao sistema elétrico uma potência instalada de 361 megawatts, o suficiente para atender o consumo de - aproximadamente - um milhão de pessoas.

"É uma situação muito delicada porque aquela região abriga espécies comuns em áreas de corredeiras irão desaparecer. Mesmo que seja feito o repovoamento, nada irá compensar a perda. Aquela é a parte do Tibagi é a mais rica em fauna", afirmou a professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Sirlei Benman, especialista em peixes, em entrevista à rádio Paiquerê AM.

A previsão da especialista é que a maioria das espécies de cascudos, por exemplo, suma da área porque as condições de vida serão alteradas de maneira irreversível. Como membro da câmara técnica que discutiu a obra, Sirlei comenta, com desapontamento, que o prejuízo à fauna não foi argumento suficiente para sensibilizar as intenções políticas.

"Não somos contra às barragens. Achamos, porém, que existem formas diferentes de realizar este tipo de obra e evitar danos irrecuperáveis à natureza. Isto ocorre no Brasil todo e aqui ainda conseguimos amenizar um pouco mais os efeitos destrutivos. É uma situação muito triste e a sociedade deve buscar alternativas para a geração de energia", acrescentou Sirlei.

O Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, que é formado pela Copel e a Eletrosul, informou que concluiu o projeto de recuperação ambiental da área a ser alagada para formação do reservatório. Este ficará entre Telêmaco Borba e Ortigueira, na região dos Campos Gerais.

Segundo os responsáveis, todo o trabalho foi acompanhado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Instituto BrasileirO de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

   
   
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